terça-feira, 5 de maio de 2015

Todos nós somos ciborgues


Muito longe do que imaginamos desde séculos atrás a imagem ciborgue não é algo de interação somente ligado a ficção cientifica, relatadas como algo distante impossível como nos filmes, livros e revistas, que nós mesmo já assistimos e lemos.
Segundo a antropóloga Amber Case, relata que toda vez que usamos um celular, um computador e até mesmo um carro, viramos ciborgues. Afinal, usamos partes mecânicas para realizar nossas tarefas. Mesmo que elas não estejam grudadas ao nosso corpo, nós as tratamos como uma extensão de nós mesmos.


É como se fossemos novamente “homo sapiens”, ou seja, que com as ferramentas diferentes de antes, como facas, lanças e outros artefatos que nos possibilitava a mudanças, transformaçães e uma certa evolução, hoje não é diferente, com as novidades tecnológicas que nos abrangem tão vigorosamente na nossa capacidade mental como fisicamente.
Todas essas ferramentas que nos potencializa, faz “funcionar”; com os  exemplos já citados pela Case, nos torna em um Ciborgue. Que é um organismo cibernético, isto é, um organismo dotado de partes orgânicas e mecânicas, geralmente com a finalidade de melhorar suas capacidades, utilizando tecnologia artificial que nos remete ser uma criatura de realidade social e também uma criatura de ficção.


Segundo a Danna Harawayno “A fronteira entre o homem e o animal esta sendo rompida.” A ficção cientifica contemporânea está cheia de ciborgues animal e máquina, que habitam um mundo só, de forma ambígua, tanto naturais quanto fabricados. Dentre diversos avanços na medicina moderna e na sociedade como um todo. Essa criatura pertence ao mundo pós-genero; pois não tem compromisso com a bissexualidade.
“O ciborgue aparece como mito precisamente onde a fronteira entre o humano e o animal é transgredida. Longe de assinalar uma barreira entre as pessoas e os outros seres vivos, os ciborgues assinalam um perturbador e prazerosamente estreito acoplamento entre eles. A animalidade adquire um novo significado nesse ciclo de troca matrimonia”

Nosso processo de “transformação” em ciborgues é muito mais humano do que tecnológico.




Amber Case é uma antropóloga americana que estuda as formas com que interagimos com a tecnologia. Prega a relação simbiótica entre humanos e máquinas, e que a tecnologia humaniza e ao mesmo tempo nos dá status de ciborgues. Vejam o video!

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